O conflito que contra mim se abriu no seio da Misericórdia de Tomar tem a ver com a falta de transparência na vida das Misericórdias, o que leva alguns a pedir a revisão do seu enquadramento jurídico, mas também com as próximas eleições autárquicas. Durante a Assembleia Geral (AG) da Misericórdia de Tomar realizada em Novembro de 2011, um Irmão leu um documento com nove páginas a atacar-me pessoalmente, o que indignou muitos Irmãos e levou o presidente daquela AG, Dr. Corvelo de Sousa a perguntar “para que serviu o 25 de Abril?” A dada altura da sua peça de ódio contra mim, o Irmão, dirigente socialista local, afirmou que eu pretendia ser Provedor da Misericórdia de Tomar para vir a ser candidato às eleições autárquicas em 2013. Um disparate de quem tem uma visão muito pobre da vida. Em tempos estive disponível para ser candidato à Câmara de Tomar porque, considerando a localização do Concelho no coração do País, a sua importância histórica, e o facto de ser um pólo industrial que iria entrar em crise por as empresas estarem obsoletas, senti haver uma oportunidade para implementar uma política de reestruturação desta terra que viesse a ser um exemplo e um caso de estudo a nível nacional e internacional, como o é Oeiras. Para realizar o meu projecto criei toda uma rede de contactos no país e no estrangeiro (Japão, EUA, Austrália, Europa, etc.) com o objectivo de construir parcerias e atrair investimentos de modernização para Tomar. Não o quiseram. Muito bem, só que a minha vida não começara não passava nem acabava em Tomar. Continuei a minha carreira na área internacional enquanto Tomar entrou num processo de decadência sem fim à vista. Agora, é Abrantes quem se aproxima do Japão para conseguir captar investimentos nipónicos para o seu concelho; eu propus a Tomar, há 25 anos, um projecto mais vasto. Em Dezembro de 2009 e Janeiro de 2010 estive dois meses na África do Sul e em Moçambique, onde investiguei de como os portugueses estão a ser afastados da região; como em Moçambique a língua portuguesa está a ser substituída pelo inglês, e a Religião Católica pelo Protestantismo e principalmente pelo Islão; como outras potências europeias se fortalecem na África Austral; como os chineses avançam na Região e a partir dela por toda a África, o que causa sérias ameaças para o mundo ocidental. Encontrava-me em Inhambane, Moçambique, quando se descobriu na orla marítima a maior reserva de gás natural de toda a África Oriental.