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  » Edição nº1196 de 24-11-2011. Director: José Gaio Martins Dias
(Opinião, por Guilherme Duarte)
Los que no se rindem…
(© Jornal O Templário)

“La gente ve cada vez más el campo como salida laboral”

A notícia com este título é da autoria de Cármen Morán, e foi publicada na última página de El País, de viernes 11/11/11.Chamou-me a atenção porque trata um assunto que me é caro, passado com uma mulher espanhola, mas podia passar-se com muitos portugueses. A notícia é grande, não vou aqui contá-la na totalidade. Trata-se como já disse de uma mulher espanhola de seu nome Mercedes Peso, que por dificuldade de emprego, ou melhor, por falta dele, decidiu recuperar umas “huertas” que estavam abandonadas e com a colaboração de uma amiga Yolanda Rico, conseguiram o sustento para as duas famílias uma vez que cada uma tem um par de filhos. Com três hectares de horta e um hectare de fruteiras, dividiram as tarefas: A primeira amanha e colhe, a segunda encarrega-se da comercialização dos produtos. Confessa que ambas as famílias vivem desafogadamente, mas com muito trabalho.
Uma declaração da Mercedes: “O campo é como um filho, semeias e vês crescer”. Declara que o campo é uma saída laboral, para além de andar ao ar livre toda a vida. Dei muito apreço a esta notícia, porque, por um lado, eu sempre fui um apaixonado pelo campo, e, desde muito cedo, produzi para a família tudo o que é possível no campo e na nossa terra. Infelizmente o que sobra e é muito, estraga-se, ou aproveita-se para os animais, porque as leis do País só protegem quem comercializa mas não produz absolutamente nada. Tenho alguma esperança que alguma coisa mude com o actual Governo. Na nossa terra existem centenas de hortas e pomares abandonados, porque as pessoas recebem subsídios diversos e vão comprar ao mercado em vez de produzirem ao menos para seu consumo e dos seus. Dizem que é mais barato comprar que produzir. Foi com esta filosofia que todos fomos enganados com a adesão à Europa Comunitária. Mandaram dinheiro para nós não produzirmos. Assim compramos os produtos que os países poderosos nos impingem, e, deste modo, levaram de volta todo o dinheiro com que nos aliciaram. O que lá vai lá vai. O momento é de viragem; Vamos produzir e poupar, porque a nossa independência depende de nós. O brasileiro dizia para o português: “mas você semeou?” Quem não conhecer a história do brasileiro, contacte-me que eu conto.


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