- Uma marca de automóveis alemã (segundo dados do INE de 2011, responsável por um grupo comercial que figura dentro dos nove maiores importadores nacionais - facto que mostra o resultado do escancarar de portas com a adesão à EU e prova de como as “ajudas” financeiras que entram, acabam, pelo menos em parte, por regressar à origem…) tem vindo a publicitar, na TV e em duas situações, um seu novo modelo. Para provar a segurança do veículo mostra, na primeira parte, uma travagem de emergência em estrada florestal germânica (Baviera), devido ao facto de, subitamente, surgirem trabalhos de corte de árvores. Na segunda parte, a situação decorre na portuguesa Serra de Sintra onde a travagem é feita porque uma corsa, imóvel, aparece no meio da estrada; resolvida a situação e já com o carro parado, surgem esquilos e doninhas que se juntam à dita corsa, todos dançando conforme a banda sonora do filme musical “Febre de Sábado à Noite”. Com estas “mensagens” se faz convencimento de que os portugueses trabalham pouco e têm muitas férias, induzindo em erro até a Sra. Merkel, como já se viu. O publicitário que concebeu, e a empresa que aprovou e pagou, não deverão um pedido de desculpa aos portugueses?
- Muito se tem discutido sobre a relação entre impostos e despesas do Estado, sendo que geralmente se entende que os primeiros (impostos sobre privados) são gastos em serviços públicos (do Estado). Tomemos o exemplo dos médicos do Serviço Nacional de Saúde (serviço esse que permite que o cidadão seja operado ao cérebro, por exemplo, seguido de internamento por vários dias, eventualmente ligado a várias máquinas, pelo preço de um maço de cigarros): quando o vencimento desses médicos é reduzido em 8% e o seu chamado “Subsídio de Natal” em 45%, falamos de aumento de impostos (sobre privados) ou de redução de despesas (do Estado)?
- É sabido que a introdução de portagens em estradas onde tal não era previsto, motivou alterações legislativas (seguidas da sua suspensão), protestos, artigos de opinião, abaixo-assinados e marchas lentas. Quem circula no IC3 notou, há dias e com surpresa, a instalação de pórticos de portagem. Tal como os automobilistas, também os autarcas locais se mostraram surpresos. Na mesma altura verificavam-se operações de terraplanagem, junto à Asseiceira, difíceis de entender: impróprias para uma urbanização, dada a proximidade da estrada, volumosas demais para uso agrícola ou florestal. Afinal trata-se da futura “Área de Serviço” onde, como de costume, se poderão comprar produtos a mais alto preço e onde o viajante mais apressado tem uma alternativa à possível entrada em Tomar. Sobre este assunto e conforme noticiou um jornal local on-line, “o executivo camarário manifestou o seu descontentamento” dado o pedido de “parecer prévio” ter sido presente à edilidade já com a obra em curso! Diferentes aspectos da irrelevância tomarense?
Nota: Ainda que de forma fugaz, surgiu entretanto a “notícia” do encerramento próximo das urgências hospitalares locais. Será que após 20 anos de perca continuada dos anéis, chegou a hora de Tomar ficar sem os dedos?
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