“Dez milhões de portugueses foram vítimas de uma fraude, que os fará passar anos de miséria”. Com esta frase iniciou Vasco Pulido Valente o seu artigo de opinião publicado no jornal “Público” no passado dia 15. Aconselho os que ainda não tiveram essa oportunidade, de o lerem. No próximo domingo vamos votar para eleger um Presidente da República. Esperamos que seja eleito à primeira volta. Quanto mais não seja para evitar despesas e incómodo. Os poderes do Presidente, respeitando a constituição em vigor, valem o que se viu durante os últimos cinco anos. Quando o Presidente da República exerce legalmente o seu poder para demitir o Governo e dissolver a Assembleia, o estado do País já deve estar irrecuperável. Considerando as condições gerais em que nos encontramos e aquelas em que o antigo presidente Jorge Sampaio demitiu o Governo de Santana Lopes, segundo o que me é dado apreciar, mas sobretudo, o que é dito e escrito por toda a gente competente deste País e não só, nunca estivemos tão mal. Das duas uma: ou Jorge Sampaio não tinha razões suficientes para demitir o Governo ou o actual presidente não agiu como devia? Quando se fala em rever a constituição os instalados opõem-se de imediato. Quando alguém fala em responsabilizar criminalmente os responsáveis pele desgraça a que chegou a nossa economia, a educação, a justiça, a corrupção, o desemprego e a segurança, logo os instalados se põem em bicos de pés, (como aconteceu recentemente) dizendo que os governantes só devem ser responsabilizados politicamente. Assim não vamos lá. Esta gente não presta mesmo.
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