O encerramento do Mercado Municipal em Tomar pela ASAE está deixar os tomarenses desmoralizados. O estado psicológico colectivo em Tomar tem-se vindo a degradar ao longo dos anos, por causa da crise económica e social, por causa da derrocada do Convento de Santa Iria, por causa da degradação do centro histórico, por causa de muitas outras coisas. Há muitos anos que venho afirmando que Tomar vive uma crise geral (económica, social, moral, política, etc.), com tendência para o aprofundamento, como tem vindo a acontecer. Desde 1987 que defendi um Plano de Desenvolvimento Integrado para Tomar, como forma de solucionar os problemas já então estavam em crescimento. Nada se fez, e nada está previsto para fazer, pelo que o futuro será pior. A terra do Nabão vive em ausência de Políticas, vive, de há muitos anos a esta parte, de medidas avulso, sem nexo e sem finalidade. A situação do Mercado Municipal e as ameaças que sobre ele pairavam eram conhecidas de todos, nada se fez para resolver a questão. Dizem que o edifício é muito antigo, pelo que seria melhor deitá-lo abaixo e construir outro no seu lugar. Discordo. O edifício é um símbolo de Tomar e de época, pelo que, ele, bem como todo o espaço envolvente, devem ser alvos de um plano de reestruturação profunda. Se vamos destruir só porque é antigo, então destruiremos os Conventos de Santa Iria e de Cristo, a igreja de Santa Maria do Olival e tudo o mais. Os problemas de Tomar são muitos e complexos, não se resolverão de um ano para o outro, a sua resolução vai exigir anos. Para se alcançar tal finalidade há que implementar Políticas de Meios e de Fins, que não têm existido nem existem. Os Partidos Políticos têm de se reorganizar totalmente e procurar gente capaz. A Câmara Municipal tem de ser totalmente reestruturada, de forma a poder ser um meio de Desenvolvimento para o Concelho, em parceria com as associações profissionais, sociais e culturais do Concelho. Aquelas Políticas têm de ter uma visão interna ao Concelho, mas também externa. Como tenho defendido: há que pensar global e agir local. Se pensam que vão resolver os problemas fechando a terra Templária ao mundo próximo e distante desenganem-se, e podem ter a certeza que os problemas continuarão a aprofundar-se e o futuro será cada vez pior. Neste momento pairam grandes ameaças sobre Tomar, como o encerramento de vários serviços por consequência das reorganizações a nível nacional e internacional. Se, em Tomar, não houver uma visão global e um Plano de Médio - Longo Prazo, então será o fim. A escolha é vossa.
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